Vulnerabilidade à infecção pelo HIV nas gestantes no município de São José do Rio Preto/SP.

Edital/Chamamento: 
Concorrência Sítio de Vacinas
Número do Projeto: 
285/2003

Pesquisador(es)

Pesquisador(es) Responsável(eis): 
Maria Silvia Moraes Chiaravalloti

Instituição

Instituição: 
Famerp – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.
Parcerias institucionais: 
.
Período de Vigência: 
2004 - 2005
Situação: 
Concluída

Introdução e Justificativa

Este estudo busca apreender a situação de vulnerabilidade das mulheres gestantes do município de São José do Rio Preto e identificar a prevalência do HIV neste segmento da população para contribuir no desenvolvimento de novos estudos e na proposição de estratégias de intervenção tanto para prevenção como para o controle.

Objetivos

Caracterizar os fatores sociodemográficos e de comportamentos das gestantes usuárias das Unidades Básicas de Saúde e Programa de Saúde da Família (UBS e PSF) do município de São José do Rio Preto; Caracterizar, nessa população, o nível de informação relativo à infecção pelo HIV; Caracterizar práticas e comportamentos de risco, os quais as tornam mais vulneráveis à infecção pelo HIV; Detectar a intervenção oportuna dos serviços de saúde na redução da vulnerabilidade desta população à infecção ao HIV.

Materiais e Método

Foi proposto um desenho de pesquisa não experimental transversal com questionários estruturados, aplicados às gestantes. As variáveis pesquisadas permitiram identificar o perfil socioeconômico, comportamentos de maior risco para a infecção pelo HIV, práticas sexuais e alguns aspectos do cuidado recebido nos serviços de saúde. O critério de inclusão foram as gestantes residentes no município de São José do Rio Preto, no período de maio de 2003 a abril de 2004, usuárias das UBS e PSF de São José do Rio Preto.

Resultados - Parciais ou Finais

Em São José do Rio Preto, o uso de contraceptivo pelas gestantes se assemelha ao uso difundido tanto no Brasil como no município, entretanto ressalta-se o maior uso de preservativo masculino entre as gestantes da amostra. Na opinião das mulheres, a pílula é o melhor método para evitar a gravidez (48,9%) caso não queriam engravidar naquele momento. Chama a atenção que 49,9% não usavam método contraceptivo quando engravidaram e 17,3% usavam método contra ceptivo, não interromperam e mesmo assim engravidaram. No decorrer de suas vidas reprodutivas, 19,5% afirmaram ocorrência de aborto. Com relação às DST, 95,0% das mulheres declararam que a camisinha é o melhor método para evitá­las. De acordo com as mulheres entrevistadas, 60,6% não estavam freqüentando grupos de gestantes. O teste para o HIV foi realizado por 53,9% das gestantes e foram solicitados no segundo e terceiro mês de gestação. O uso de preservativo foi citado por quase todas as mulheres, entretanto chama a atenção que apenas 15,7% faz sempre uso de preservativo. Quando perguntado sobre o motivo do não uso de preservativo masculino, a justifica foi o risco pequeno de contrair aids. Entretanto, o risco de contrair aids no município de São José do Rio Preto foi considerado alto. O processo de gestação deve ser visto sob a ótica da mulher, podendo desta forma compreender o que ela pensa e define sobre si e, também reconhecer as influências contextuais para que se possa ajudá­la a tomar decisões em relação a esse período. Dessa forma, pode-se perceber a gestação como uma prática complexa e dinâmica evidenciando os condicionantes econômicos, políticos e culturais que o tornam um ato regulável pela sociedade. Quando as entrevistas se referem à religião, esta aparece como um fator importante na gestação.
Palavras-Chave: 
Vulnerabilidade. Pré­natal. Planejamento familiar.